Aviso prévio – Cumprir trabalhando ou não cumprir?

Tem uma dúvida: Trabalho em duas empresas e fui mandado embora de uma delas, não qual assinei o aviso prévio optando por redução de duas horas e 30 dias, mas como trabalho na outra empresa não estou podendo cumprir o aviso trabalhado, apesar de ter ido uns três dias, conversei com meu chefe e ele disse tudo bem, quando eu puder ir. terei algum problema por causa disso?

 

A empresa para qual trabalho está passando por um processo de definição das normas. Fazem 4 anos que estou lá, era uma empresa familiar e foi comprada por uma multinacional. Nesse período já foram dados alguns avisos prévios cumpridos, especialmente quando o funcionário queria sair e ficava fazendo “corpo mole” para ser mandado embora. Porém com aviso prévio cumprido, eles pioravam e criava um clima horrivel na empresa. Hj optamos por dar aviso prévio indenizado. Porém o supervisor da produção tem questionado que os funcionários calculam que se forem mandados embora vão ganhar bastante, enfim, começam fazendo “corpo mole” e apresentar problemas de disciplina para a empresa dispensar. Isso prejudica pois nem sempre a empresa pretendia dispensar tal funcionário, afinal, é preciso considerar o custo da rescisão e o tempo para qualificar outro operador para ocupar seu lugar. Gostaria de sugestões de como agir nesses momentos.

Abraço…

 

Ola Henrique otima abrodagem, concordo com vc que os funcionários ficam desmotivados, mas me surgiram 2 duvidas, talvez possa me esclarecer, mesmo o aviso prévio sendo definido por lei, tem como a empresa evitar este transtorno, tem outra maneira da empresa, não passar por esse momento, seria inflingir as leis?

E a outra duvida a colega Talita comentou sobre aviso idenizado, o que seria?

Obrigada desde ja

Abraços

Daiani Furtado

Oi Daiani…

Posso responder essa pergunta. O funcionário não precisa cumprir aviso prévio, a empresa pode dispensá-lo e indenizá-lo. Ou seja, o funcionário não trabalha, mas a empresa paga o salário do mês q ele deveria estar trabalhando devido ao cumprimento do aviso prévio. Nesse caso a empresa tem o prazo de 10 dias após o comunicado da dispensa para acertar a conta dele. Quando o funcionário cumpre o aviso prévio, e o acerto deve ser 24 h depois do término do aviso trabalhado. O aviso prévio indenizado está previsto em lei também. Não sei se restou alguma dúvida?

Abraços…

Talita

Ola Talita, obrigada pela resposta, esclareceu minhas duvidas

Abraços

Daiani Furtado

Respondendo de forma simplista, quando os legisladores instituiram esta lei, foram para a proteção de ambas as partes, tanto da empresa, quanto do empregado.

Do lado da empresa, a mesma em caso de pedido de demissão do empregado, teria a obrigação por parte do empregado em avisá-la que no prazo de 30 dias ele(empregado) não deseja fazer mais parte da empresa, com isso possibilitando a empresa de admitir e preparar novo empregado para aquela posição que estará vaga neste período.

Recusando-se a permanecer nesse 30 dias, a empresa, com o alegado prejuízo da reposição, pode descontar de suas remunerações da rescisão 30 dias de salário.

Pelo lado da empresa, quando demite o empregado, a empresa diz pela forma do aviso prévio que não deseja mais os serviços do empregado a partir do prazo de 30 dias, e portanto para o mesmo preparar-se para procurar novo emprego, e portanto o mesmo terá para procurar novo emprego 7 dia corridos ou sair 2 horas antes do expediente normal. Caso a empresa, não queira que o empregado cumpra esses 23 dias, poderá indenizar os 30 dias. Dessa forma com o aviso prévio indenizado, o empregado terá essa indenização para no período de 30 dias localizar novo “queijo” e dar sequência na sua vida profissional e sustento em outra empresa, fechando-se assim um ciclo perfeito, pelo menos nas linhas da legislação.

Tem empresa que adota como política o imediato afastamento do empregado de seus limites fisicos, nas situações de pedido do empregado ou no despedimento por parte da empresa, com isso assumindo todos os encargos previstos, respaldada pela “quebra de confiança”, ou perigo de “gol contra”.

O que não é previsto neste instituto dessa lei “aviso prévio”, é o cumprimento do aviso em casa, apesar da discutida vantagem do empregado, não está prevista, portanto ilegal, e caso ocorra, este pseudo “aviso prévio trabalhado em casa”, na via judicial é como não existente, vindo o empregador a indenizar novamente.

abç

Isaias
–Atualizada em: segunda, 02 outubro, 2006 – 13:35–

Obrigada Isaias, vc retratou o tema muito bem e de forma clara.

Abraços

Daiani Furtado

Olá Heinrique,

Passei pela situação de ter que cumprir o aviso prévio. Depois de vários anos numa empresa e de uma saída que durou acredite, 2 anos para ser negociada, quando acertada a empresa achou que deveria cumrprir o aviso.

Bem, acredito que por minha conduta idônea e por um histórico profissional na instituição, não viram problema em um funcionário com “cargo de confiança” permanecer na emrpesa sabendo do seu desligamento.

Por isso tudo transcorreu bem. De fato, pode se tornar desagradável, mas quando se consegue manter a seriedade em ambos os lados, parece vida normal.

Penso mesmo que a empresa está no seu direito em solicitar o cumprimento ou não, mas, por ser uma situção delicada, deve mesmo pesar a necessidade.

Um abraço!

Glaís

levando pro lado financeiro… posso colocar o aviso prévio a ser cumprido por aquele funcionário que sei que vai causar problemas e abonar seus dias deixando-o em sua casa… como um “aviso cumprido em casa”… com isso ganho pelo menos mais uns 20 dias para efetuar o pagamento!
Porém o aviso prévio “cumprido em casa” não é legalmente reconhecido, se o funcionário entrar na justiça ou tiver auditoria, a empresa será condenada. A lei só preve aviso prévio indenizado ou trabalhado.

Abraço